Cuidados Paliativos e Sustentabilidade? Sim!

Quem começa a estudar Cuidados Paliativos, gasta um tempo significativo de seu aprendizado nos ensinamentos originados por Cicely Saunders, expoente mais comentado no mundo do paliativismo. Outra parcela de tempo segue para as questões ético-jurídicas que passam pelas resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Código de Ética Médica.


Outras profissões vêm ganhando espaço nesta área de atuação como é o caso da Enfermagem, Terapia Ocupacional e Psicologia, que já possuem movimentação formal de seus conselhos. Independente dos avanços políticos e fama, os Cuidados Paliativos já são uma realidade e estão sendo praticados em quase todo o Brasil por profissionais de diversas profissões, que buscam um objetivo comum: Reduzir Sofrimento.


A abordagem multidimensional do sofrimento faz desses profissionais especiais. Ao atenderem alguém com dor total (emocional, física, espiritual), os paliativistas mudam uma realidade e tornam mais próximos da dignidade aqueles que tanto precisam.


Existe ainda um sofrimento que é tratado muitas vezes sem perceber: o sofrimento do sistema de saúde, que é prioritariamente financeiro. Serviços de Cuidados Paliativos espalham e crescem num ritmo acelerado pelo país e este ritmo pode acelerar mais ainda. A maioria dos serviços ainda possui uma ou duas modalidades de atendimento, mas a partir de três, os mesmos passam a ser chamados de redes, aqui está o grande ponto de virada.


As redes de Cuidados Paliativos conseguem reduzir objetivamente o custo financeiro do SUS e Operadoras e ainda agregar muito valor ao atendimento dos pacientes e familiares. Algumas redes já conseguem provar seus resultados, outras não conseguem e outras simplesmente não geram resultado.


Por que tanta diferença? Simples: a maioria dos serviços nasceu de iniciativa isolada e sem planejamento. Dependeram de vontade política e não de planejamento estratégico. Muita gente faz muita coisa legal e não consegue provar em métricas, mas muitos serviços ainda não possuem maturidade para gerar valor nem economia.


O caminho vai ser de aprimoramento, troca de expertise e investimento. Em breve os gestores entenderão que Cuidados Paliativos são estratégicos e não complementares, isso exige investimento e priorizacão dos recursos, gestão avançada, gerenciamento de risco e expansão programada. Ainda não havia pensado nisso? Hora de começar!

Artigo de Douglas Crispim: Médico Geriatra, Secretário Geral da ANCP e Diretor do Grupo ASAS

Saiba mais sobre o grupo ASAS em : www.asashealth.com


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